segunda-feira, 13 de junho de 2016

Alunos de escola da Prefeitura comemoram oportunidade de conduzir a tocha olímpica


O mês de junho nunca foi tão esperado pelos adolescentes Victor Siqueira Rocha e Maria Victoria Egues Brito, ambos de 13 anos, alunos da Escola Municipal Terezinha Souza, localizada no bairro Castanheira. Os dois alunos foram escolhidos para conduzir pelas ruas de Belém, no próximo dia 15 de junho, a tocha olímpica, símbolo dos Jogos Olímpicos.
Cada estudante vai percorrer 200m do percurso de 32 quilômetros, que começa no Estádio Olímpico do Pará e termina no Portal da Amazônia. 
Para Victor Rocha, aluno do 9º ano, os dias se tornaram longos e o clima é de muita expectativa. “Eu mal consigo dormir. Levar a tocha olímpica será um momento único na minha vida, uma oportunidade que poucos têm e eu terei graças à minha escola e também à Prefeitura, que não mede esforços para nos oferecer um bom ensino, ensino que nos trouxe a chance de viver um dia mágico. Estou tão ansioso que os dias parecem demorar a passar”, disse. Victor ainda falou da alegria dos pais com a notícia, “Meus pais nem acreditaram. Eles estão tão felizes quanto eu e vão estar ao meu lado e registrar cada momento do percurso”.
A Escola Municipal Terezinha Souza atende 520 alunos da educação infantil e do ensino fundamental e foi classificada pelo Ministério da Educação (MEC) para fazer parte desse momento histórico por conta do desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A escola apresentou, no ano de 2013, a maior pontuação nas séries finais e se destacou perante as demais escolas de Belém.
Por conta da boa classificação, a unidade escolar recebeu orientações do MEC para promover entre os alunos na faixa etária a partir de 12 anos um concurso de redação com o tema “O Brasil e os Jogos Olímpicos”, abordando eixos temáticos como “Construindo a paz” e “O espírito olímpico”.
As redações foram avaliadas criteriosamente por uma comissão formada por professores da própria unidade escolar. Foram selecionadas as duas melhores redações, que dariam aos autores a chance de carregar a chama olímpica que veio da Grécia e vai percorrer cerca de 300 cidades antes de chegar ao Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas 2016. Victor Siqueira Rocha e Maria Victoria Egues Brito foram os vencedores.
A diretora da escola, Claudia Jesus, disse que a escolha pela unidade mostra o reconhecimento de uma educação de qualidade oferecida na rede municipal. “Aqui o comprometimento é grande e tudo vem somando para que uma educação de qualidade seja oferecida a todos os nossos alunos. Na rede, nossos professores são qualificados e capacitados. Além disso, eles recebem todo o apoio e suporte para ministrar suas aulas com excelência. Esse, sem dúvidas, é mais um retorno positivo de todos os investimentos realizados em prol da educação em Belém”, afirmou e educadora.
Texto: Natasha Albarado
Foto: Comus PMB
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)

Portugueses elogiam sistema de ensino da rede municipal de Educação


Depois da visita realizada a uma escola ribeirinha,na última quarta-feira, 01, o prefeito Fernando Ribeiro Rosa e a secretária de Educação Helena Lencastre, de Belém de Portugal, conheceram na manhã desta segunda-feira, 6, a Escola Municipal Edson Luís, localizada no bairro do Guamá.  Acompanhados pela secretária municipal de Educação, Rosinéli Salame, e pela diretora geral da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Luanda Freire, as autoridades portuguesas voltaram a elogiar a qualidade do ensino oferecido em Belém.
“Nas ilhas, muito me chamou atenção a aquisição de lanchas escolares que buscam e levam as crianças até a escola , dando a todos a possibilidade de acesso à educação. Os projetos desenvolvidos na rede são muito bons e a própria questão estrutural também que possibilita boa condição de aprendizado a esses jovens”, destacou o prefeito Fernando Ribeiro Rosa de Belém de Portugal, enquanto era recepcionado pelos alunos da unidade de educação no bairro do Guamá.
O momento de acolhimento aconteceu na quadra poliesportiva com a apresentação do hino de Belém, cantado pelo Coral da Escola Municipal Edson Luís, que conta com 28 alunos do Ensino Fundamental e é regido pela professora Alessandra Miranda.
Em seguida, os portugueses aproveitaram para conhecer os espaços que compõem a escola, desde as salas de aula, biblioteca, brinquedoteca e refeitório, até a sala de recursos multifuncionais, onde os alunos com deficiência recebem atendimento por equipes formadas por psicólogos, fisioterapeutas e pedagogos.
Ao visitar a sala de recursos multifuncionais,o prefeito Fernando Ribeiro Rosa, sentiu-se à vontade para elogiar os investimentos que vêm sendo realizados na atual gestão, principalmente na educação inclusiva. “É muito interessante perceber o comprometimento que esta Prefeitura mostra com a educação inclusiva. A parte física oferecida aos alunos com deficiência são muito bem estruturadas, o que mostra essa vontade e esforço em adaptar o espaço escolar de acordo com a necessidade de cada aluno”, destacou.
A Escola Municipal Edson Luís atende atualmente cerca de 700 alunos e foi entregue pela Prefeitura de Belém no mês de fevereiro, completamente revitalizada e ampliada para a comunidade do bairro do Guamá.
A escola passou de seis salas de aula para doze, todas climatizadas, e hoje é totalmente acessível, o que proporciona melhores condições de aprendizagem, conforto e qualidade no atendimento prestado a todos os alunos e, também, para a comunidade do entorno. 
Durante a visita nas salas de aula, os portugueses puderam presenciar um pouco de como se dá o processo de ensino- aprendizagem Rede Municipal de Ensino de Belém, o que mereceu toda a atenção da secretária de Educação Helena Lencastre, de Belém de Portugal. “É possível perceber através das poesias, das danças e dos trabalhos desenvolvidos que a escrita e a leitura são bem incentivadas aqui. Foi uma pequena visita ainda, mas o suficiente para perceber a boa dicção que essas crianças apresentam”, ressaltou e completou dizendo que, “vemos que agora a educação de qualidade está no caminho certo, principalmente quando vemos uma boa escola como essa em tempo integral”.
A secretária municipal de Educação, Rosinéli Salame, aproveitou o momento para falar da alegria e satisfação com os elogios das autoridades portuguesas para a educação de Belém. “É muito gratificante poder ouvir elogios vindos de pessoas que têm uma experiência de ensino consolidada e moderna. Mostramos mais uma vez, que a preocupação que o nosso prefeito tem com a educação só nos traz retornos positivos, já que muito se tem feito na construção de um ensino de qualidade”, declarou.
Rosinéli Salame, ainda destacou os investimentos que vem sendo feitos na educação de Belém, apesar da crise vivida no país. “Ficamos felizes quando escutamos de professores que, com as salas climatizadas, a atenção dos alunos durante as aulas melhorou significativamente, já que no calor eles viviam muito agitados. Apesar da crise financeira em que se encontra o nosso país, muito tem sido investido na educação e este ano ainda entregaremos mais 13 espaços educacionais neste mesmo padrão de qualidade, com salas climatizadas e todos adaptados para atender às necessidades da comunidade”, finalizou. 

Texto: Natasha Albarado
Foto: Ascom Semec
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)


Obra que conta a história dos 400 anos da cidade é lançada na XX Feira Pan-Amazônica do Livro


A história da cidade de Belém, desde a fundação, é contada no livro “Minha Belém: 400 Anos”, lançado nesta sexta-feira, 3, ainda como parte da programação dos festejos do aniversário da cidade. O lançamento ocorreu no estande da Secretaria Municipal de Educação (Semec), na XX Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
A publicação é parte do projeto “Conheça Seu Município”, desenvolvido desde 2015 pela Semec, por meio do Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube). O projeto tem como objetivo proporcionar aos alunos e professores da rede municipal de ensino novas vivências através do estímulo ao conhecimento sobre educação patrimonial e cultural, entre as cidades homônimas do estado do Pará e Portugal. Além disso, já proporcionou um intercâmbio cultural entre alunos da rede municipal e estudantes portugueses.
O livro é dividido em duas narrativas, uma de ficção e aventura e outra de história, nas quais os personagens caminham pela história da fundação da cidade. A autora do livro, Shirley de Carvalho Viana, contou um pouco da inspiração que teve ao escrever a narrativa. “Como o projeto ‘Conheça o Seu Município’ permite o intercâmbio entre Belém e Portugal, ano passado alunos nossos foram para lá e surgiu a ideia de escrever o livro falando sobre a cidade, a cultura, monumentos históricos e tudo que Belém oferece”, explicou a autora. “Me sinto lisonjeada, estou muito emocionada e com sentimento de dever cumprido. Muito feliz em poder contribuir com o conhecimento das crianças”, completou.
“O lançamento é a culminância do projeto, que tem total apoio da Prefeitura de Belém. O livro é dedicado, em especial, às crianças, como uma ferramenta de pesquisa. É uma grande conquista, lutamos muito para que esse sonho se tornasse realidade”, pontuou a coordenadora do projeto, Maria de Nazaré Carvalho.
Os exemplares do livro serão disponibilizados para todas as unidades de educação da rede municipal para ser utilizado como mais um recurso pedagógico de estímulo à imaginação e leitura dos estudantes dentro e fora das salas de aula. 
A titular da Semec, Rosinéli Salame, esteve presente no lançamento. “O livro é de uma grande importância, pois as crianças vão poder conhecer todos os fatores que contribuíram para o crescimento da cidade e, assim, vão poder valorizar ainda mais”, comentou.
A secretária de educação de Belém de Portugal prestigiou o evento e gostou muito da publicação. “Fiquei sabendo do projeto quando os alunos daqui foram para Portugal e achei muito interessante. Meu objetivo agora é levar alguns exemplares para Belém de Portugal, para deixar nas escolas municipais”, Maria Helena Lencastre.

Texto: Priscylla Gester
Foto: Alessandra Serrão - NID/Comus
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)


II Festival de Futsal, da Prefeitura de Belém, mobiliza 310 alunos da Educação de Jovens e Adultos


A Prefeitura de Belém deu início nesta quinta-feira, 2, através da Secretaria Municipal de Educação (Semec), à segunda edição do Festival de Futsal para alunos da Educação de Jovens Adultos (EJA), no Ginásio Altino Pimenta. Dezenove escolas participam do campeonato, com cerca de 310 alunos inscritos. As categorias são divididas por idade, de 15 a 17 anos e de 18 anos em diante; e por gênero.
A prática esportiva como ferramenta educacional tem se mostrado um elemento fundamental para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. E se trata de atrair jovens adultos para as salas de aula, o esporte se torna ainda mais importante e eficiente. “Através do esporte conseguimos reduzir o estresse desses alunos que estudam à noite depois de um dia inteiro de trabalho. O esporte trabalha a tranquilidade, a concentração do aluno, garante uma boa postura, enfim, traz inúmeros benefícios”, explica a diretora de Ensino da Semec, Socorro Aquino.
“O diferencial dessa segunda edição é que, por se tratar de um evento que já aconteceu anteriormente, percebo um entrosamento maior entre os alunos de todas as escolas, e esse convívio é fundamental. Também estamos com uma abertura bem bonita este ano e esperamos que isso estimule a participação das torcidas”, afirmou a diretora de Educação Física da Semec, Sonia Massoud.
A abertura do evento contou com desfile das escolas, hasteamento das bandeiras e, ainda, com a condução da tocha dos jogos pelo aluno da Fundação Escola Bosque (Funbosque) Isaías da Silva Duarte, que acendeu a pira, dando oficialmente início ao festival.
O evento segue até sexta-feira, 3, e premiará os dois primeiros lugares de cada categoria com medalhas e troféus. Para a melhor torcida, a premiação também está garantida, será material esportivo e troféu. Na disputa para se tornar a torcida campeã, a Escola Bosque estava levando vantagem no primeiro dia de evento. Com os alunos participando em peso e grito de guerra ensaiado, o ritmo da partida era comandado diretamente das arquibancadas.
A aluna Débora Costa, de 16 anos, era uma dessas torcedoras. Estudante da 3ª etapa da EJA, filha de mãe brasileira e pai guianense, Débora mora há três anos no Brasil e encontrou na Escola Bosque uma nova família pela qual torcer. “Eu vim aqui pra representar a minha escola, que se tornou a minha família. A minha escola é maravilhosa, o ensino é melhor do que na Guiana Francesa”, contou Débora, que está a cada dia mais afiada na língua portuguesa, mas nem tanto no futsal, por isso preferiu, dessa vez, ficar só na arquibancada. “Eu jogo muito mal, não ia dar certo”, disse.
Já para o aluno Daniel Júnior dos Santos Conceição, de 16 anos, da Escola Olga Benário, a competição tinha outro gosto. “Desde que soubemos dos jogos começamos a nos preparar e hoje vamos entrar para ganhar”, afirmou o estudante, que está na 7ª etapa da EJA. Para Daniel, que é apaixonado por futebol desde criança, o esporte é mais um estímulo para continuar na escola e construir um futuro melhor. “É um incentivo saber que fizeram um festival desses pensando na gente, e ter a oportunidade de jogar com os meus amigos”, afirmou.
No primeiro dia de campeonato, participaram as escolas Olga Benário, Escola Bosque, Abel Martins, João Carlos Batista, Ciro Pimenta, Palmira Lins, Florestan Fernandes, Remigio Fernandez, Alfredo Chaves, Paulo Freire, Amália Paumgartten, Padre Leandro, Lauro Chaves e Liceu Escola Mestre Raimundo Cardoso. Na sexta-feira, 3, será conhecido a grande campeã.
EJA - “Esse ano, estamos fazendo uma releitura da EJA, pois é uma modalidade de ensino muito importante, queremos ampliar o custo-benefício, o número de alunos e oferecer novas oportunidades”, destacou a secretária municipal de Educação, Rosinéli Salame. A atual gestão municipal se tornou pioneira ao levar turmas da EJA para alunos ribeirinhos. Hoje, são 150 alunos das regiões insulares de Belém que contam diariamente com barcos da Semec ou lanchas contratadas para levar e buscar os alunos nas unidades pedagógicas.
“Começamos nas ilhas com o Mova (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos), que alfabetizou esses alunos, e entendemos que era fundamental oferecer também a continuação desses estudos através da EJA”, afirmou Rosinéli.
A diretora de Ensino da Semec, Socorro Aquino, lembrou: "Até para se inscrever em um concurso público, eles precisam ter o ensino fundamental. Então, é essencial para que tenham um futuro profissional melhor".
Atualmente, Belém conta com 8 mil alunos na Educação de Jovens Adultos. Pessoas como Débora e Daniel, que encontram uma nova oportunidade de concluir o ensino fundamental e dar novos passos no seu caminho educacional.
Texto: Kennya Corrêa
Foto: Uchôa Silva-Agência Belém
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)



Projeto municipal de Educação Inclusiva ganha visibilidade nacional


Desenvolver projetos que permitam a acessibilidade do aluno com deficiência na escola, dando condições e possibilidades para o seu desenvolvimento de forma equiparada aos demais alunos, é fomentar uma educação de qualidade a todos, com perspectivas de um futuro melhor, digno e cada vez mais inclusivo. Esse é um dos objetivos, por exemplo, do projeto “Circuito Mini Atletismo Inclusivo”, da unidade educacional Terezinha Souza, localizada no bairro Castanheira, que foi agraciado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, com a 2ª colocação no Prêmio Paratodos de Inclusão Escolar.
O Circuito Mini Atletismo Inclusivo é resultado do projeto Portas Abertas para a Inclusão, implantado na rede municipal em 2015, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Belém, Instituto Rodrigo Mendes, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Fundação Barcelona, instituição vinculada ao time espanhol de mesmo nome.
O projeto oportunizou a cada escola avaliar a melhor forma de incluir alunos com qualquer tipo de deficiência e a pensar em novas metodologias de trabalho, como jogos cooperativos, oficinas, palestras, atividades culturais e pedagógicas. “Nós decidimos levar adiante um projeto já desenvolvido aqui na escola e adequá-lo às novas metodologias. Foi aí que pensamos em mudar os paradigmas competitivos para uma prática pedagógica pautada nos princípios da inclusão”, explicou a diretora do Terezinha Souza, Cláudia Upton.
Cláudia ainda ressalta a felicidade em poder desenvolver um trabalho inclusivo cada vez mais aceito e reconhecido. “É importante esse reconhecimento, pois o trabalho realizado na rede municipal se dá de forma coletiva. Os investimentos na educação inclusiva têm sido tantos que de todo o país, apenas 15 capitais, incluindo a nossa, foram selecionadas para receber o Portas Abertas, o que resultou positivamente na evolução que os nossos alunos tiveram, e também no reconhecimento nacional de um trabalho desenvolvido com qualidade e comprometimento”, complementou.
Desenvolvido durante as aulas de educação física, o Mini Atletismo Inclusivo envolve todos os 518 alunos da unidade educacional, inclusive os 17 alunos com diagnósticos de deficiências intelectual e auditiva, paralisia cerebral, distúrbio de comportamento, hiperatividade, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e síndromes de Turner e de Down.
Evolução
Para Lílian Nascimento, doméstica e mãe do aluno Jhony Nascimento, de 5 anos, diagnosticado com paralisia cerebral, o momento é de alegria e muita comemoração. “A escola mereceu a 2ª colocação, pois este é um projeto que estimula o desenvolvimento psicomotor dos alunos com algum tipo de deficiência. Quando matriculei meu filho no Terezinha Souza não imaginava que ele fosse evoluir tanto. O Jhony não fazia nada e hoje já escreve, conversa e até participa de atividades físicas.Esse é um grande motivo para comemorar e mostrar para as outras mães que elas não devem perder as esperanças”, ressaltou emocionada.
Marcelo Castro, 12 anos, diagnosticado com deficiência intelectual, é outro aluno da escola que também participa de atividades físicas e apresenta grande evolução. “Eu quero que todos saibam da minha história como uma vitória, porque hoje consigo fazer o mini atletismo e gosto muito. Eu fico feliz nessa aula porque posso correr e pular junto com os meus colegas”, disse.
A atividades são realizadas na quadra escolar e com o apoio de todos os educadores, os estudantes são divididos em grupos para executar as seis estações que compõem o mini atletismo. As estações são de salto sobre a corda elástica, salto triplo, salto com agilidade, salto em distância, corrida com obstáculos, arremesso de peso, lançamento de cabo de vassoura, salto com vara de bambu e corrida de revezamento.
Professor de Educação Física, Itair Medeiros, explica que com a inclusão de alunos com deficiência os movimentos foram sendo criados durante a própria execução dos exercícios, conforme as necessidades do grupo. “Queremos permitir a participação de todos, então houve algumas mudanças e flexibilizações, como por exemplo, o salto, ao invés de atirar-se de um lugar para o outro, os alunos passam de um lugar para o outro, no lançamento antes o critério era de arremessar esferas com força e agora é de abandonar um peso em um determinado ponto, e na corrida o que conta não é mais o tempo e a velocidade mais sim a conclusão da estação”, detalhou.
As estações foram montadas com o uso de materiais de baixo custo e reutilizáveis, tais como pneus, garrafas plásticas, jornais, papelão, TNT, fita, saco plástico, barbante, cabos de vassoura, corda, varas de bambu, areia e tintas, e são identificadas com placas em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Compromisso
O comprometimento que a Prefeitura de Belém vem mostrando com a educação inclusiva vem aumentando a procura por vagas na rede municipal de ensino. Maykon Freitas da Silva, com paralisia cerebral, é um dos novos alunos da rede. As ótimas referências da Escola Terezinha Souza, justificam a escolha da mãe de Maycon ao matricular o filho na unidade. “Todos falavam muito bem das escolas do município, matriculei meu filho na unidade mais próxima que é aqui e não me arrependo. Em apenas quatro meses meu filho já se socializa com os demais, já anda de bicicleta e já participa da corrida de revezamento, e pra uma mãe isso não tem preço”, afirma.
Kaliel Gonçalves, 9 anos, é colega de Maykon e diz aprender com ele. “Nós aprendemos um com o outro, mas com ele aprendi o que é mais importante, a não desistir de nada, pois quando queremos é possível. E ele é meu colega e meu exemplo de superação”, revelou o estudante.
Investimentos
Os investimentos realizados na Educação Inclusiva resultaram no aumento significativo do número de alunos com algum tipo de deficiência matriculados na rede. Em 2013 o total de alunos com deficiência era de 483. Em 2015,chegou a 1.382. Já já em 2016 este número já chega a 2.260.
Das 73 escolas de ensino infantil e fundamental de Belém, 50 possuem as salas de recursos multifuncionais onde, duas vezes por semana, equipes formadas por psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, entre outros profissionais, exploram as potencialidades dos alunos, de acordo com cada limitação. Nas salas há mobílias, recursos de tecnologia assistida, como máquina braile, teclado adaptado, jogos e softwares, além de outros instrumentos que auxiliam no desenvolvimento escolar dos atendidos.
Além das salas de recursos, a Prefeitura entregou em dezembro de 2015 a sede própria do Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (Crie), onde três vezes por semana os estudantes recebem atendimento educacional especializado com fonoaudiólogos, psicopedagogos e outros profissionais.
Nas escolas, os alunos contam com rampas de acesso, banheiros adaptados e placas sinalizadoras e ainda têm garantia de transporte através do ônibus escolares completamente refrigerados e adaptados com rampas elevatórias para pessoas com deficiência.

Texto: Natasha Albarado
Foto: João Gomes - NID Comus
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)


Prefeito de Belém de Portugal visita escola ribeirinha e se encanta


Conhecer um pouco da cultura ribeirinha e dos projetos que a Prefeitura vem implantando nas escolas das ilhas de Belém foi o objetivo da visita do prefeito Fernando Ribeiro Rosa e da secretária de educação Helena Lencastre, de Belém de Portugal, à Escola Municipal Milton Monte, localizada na costa da Ilha do Combu, no Furo São Benedito, na manhã desta quarta-feira, 1. Acompanhados pela diretora geral da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Luanda Freire, as autoridades portuguesas puderam ver de perto como as comunidades ribeirinhas vêm trabalhando o projeto de horta escolar, a música, a dança e a reciclagem de garrafas plásticas.
Na chegada, os visitantes foram recebidos pelo grupo de música e dança "Pirão de Açaí", da Unidade Pedagógica Nazaré. O grupo é coordenado pelo professor Raimundo Cecílio, que utiliza o cotidiano dos ribeirinhos e o cultivo do açaí como temáticas para as músicas, no ritmo do carimbó, que são utilizadas nas apresentações. "Estou encantado com o trabalho que a Prefeitura faz com essa crianças aqui nessa unidade escolar, que é um espaço bem perto da natureza, onde as crianças aprendem a preserva e não destruir”, disse o prefeito Fernando Ribeiro Rosa.
Chamou a atenção dos portugueses o projeto “Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia”, desenvolvido pela Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (FMAE) em parceria a Semec, que, além da escola, também está sendo implantado nas casas dos ribeirinhos.
Para fechar a visita, a comitiva conheceu o projeto ambiental de reciclagem de garrafas plásticas, que são recolhidas pelos pais e alunos das escolas ribeirinhas. Depois de recolhidas, essas garrafas são pintadas nas aulas de arte e colocadas nos canteiros das hortas na escola.
Para o diretor da escola, Thiago da Conceição, a aprovação das autoridades portuguesas para os projetos desenvolvidos na Milton Monte mostra que a escola está no caminho certo. "Eles elogiaram muito o que viram na escola e ficaram encantados com a dança das nossa crianças. Até entraram na roda com elas", disse.
O prefeito Fernando Ribeiro Rosa veio a Belém a convite do prefeito Zenaldo Coutinho para participar da XX Feira Pan-Amazônica do Livro, que teve início no último dia 27 de maio e irá até domingo, 5, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Este ano o tema da feira é “Terra. O País de Todos” e homenageia os autores de língua portuguesa.
Texto: Luis Miranda
Foto: Luiz Miranda - Semec
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)


Oficinas da Semec desenvolvem a criatividade de estudantes na Feira do Livro


A manhã desta quarta-feira (1), foi de muita diversão e criatividade no estande da Prefeitura de Belém, na 20ª  edição da Feira Pan Amazônica do Livro. Isso porque os estudantes das escolas da rede municipal tiveram a oportunidade de participar de oficinas, apresentações teatrais e contação de histórias.
Logo quando a feira abriu as portas ao público, os alunos puderam participar da oficina de confecção de fantoches de papel, que foi organizada pela Coordenação de Educação Infantil (Coei/Semec).
Com muita criatividade a estudante do 5º ano do Liceu Escola de Arte Mestre Raimundo Cardoso, Camila Santos, de 10 anos, pôde criar dois bonecos e mostrá-los ao seus amigos,”Eu achei muito divertido criar um boneco. Vou levar pra casa e brincar com os meus irmãos. Acho que vou até ensinar eles a fazer, é muito fácil!”, diz Camila.
Quem facilitou a oficina foi a técnica e arte-educadora da Coei, Zezé Caxiado, que abordou a importância da dinâmica no ambiente fora da escola. “O papel da oficina é desenvolver a criatividade da criança, porém, sobretudo, é também fazer com que a criança tenha liberdade para se expressar e transmitir os seus sentimentos. Essas atividades são realizadas na escolas, mas na feira do livro isso se torna algo maior pois faz com que ela entre em contato com novas crianças e está em um ambiente mais lúdico”, destacou Zezé.
Carta à Castelo Branco
Já na Arena das Artes, os estudantes do 8º ano da Escola Municipal Nestor Nonato, do bairro do Jurunas, olhavam com muito orgulho para o palco principal, pois todos no auditório estavam prestigiando um filme estrelado pelos próprios alunos. O filme em questão faz parte do Projeto Carta à Castelo Branco, realizado pela escola em parceria com o Museu do Forte do Castelo, do Sistema Integrado de Museus (SIM/Secult).
O projeto foi resultado do livro elaborado pelos próprios alunos, que tiveram a oportunidade de escrever uma carta ao fundador da cidade de Belém, Francisco Caldeira Castelo Branco, onde puderam falar sobre como a cidade cresceu desde a sua fundação. Após o lançamento do livro, os estudantes produziram um filme falando sobre os acontecimentos históricos da cidade.
A estudante Natasha Ribeiro, de 13 anos, estava muito feliz por aprender mais sobre a cidade e poder apresentar a todos algo feito por ela. “É muito emocionante poder mostrar o seu trabalho para uma plateia como essa, durante a feira do livro. É muito bom também ver o reconhecimento das pessoas. Eu não sabia quase nada sobre Belém e agora, depois de visitar vários lugares históricos, pude aprender bastante”, declarou.
O Carta à Castelo Branco foi desenvolvido em alusão ao aniversário de 400 anos de Belém e tinha como objetivo incentivar os alunos a conhecer os espaços históricos de Belém, segundo o professor de artes e idealizador do projeto, Sancler Dias. “ A iniciativa de gravar um vídeo surgiu a partir da formação do grupo de arte cênica mirim da escola, a partir daí juntamos os projetos e fizemos o livro e o filme. Os dois produtos visam abranjer o conhecimento dos alunos a respeito de Belém e a importância da sua história, explica o professor.
A XX Feira Pan Amazônica do Livro começou no último dia 27 e seguirá até o dia 04 deste mês com diversas atrações tanto no estande da Prefeitura de Belém, como na programação oficial do evento. 

Texto: Tacio Fonseca
Foto: João Gomes - NID Comus
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)


Estande da PMB é espaço de incentivo à leitura na XX Feira do Livro


Ágata Dias tem apenas seis anos, mas já cultiva o hábito de ler. Sempre que vê livros, corre para pegar um e já começar a leitura. A mãe dela, Sara Dias, é a maior incentivadora. Assim que soube da abertura da XX Feira Pan-Amazônica do Livro, aproveitou e levou a filha ao Hangar Centro de Convenções. Um dos estandes pelo qual se interessaram foi o da Secretaria Municipal de Educação (Semec). Com o tema “Belém Município Leitor: 400 anos de história”, o estande oferece diversos livros para a criançada, brincadeiras e apresentações culturais.
“O trabalho que estão realizando aqui é excelente, pois incentiva a leitura, o interesse pelos livros. Minha filha ama ler,  todo dia tiro um tempo para ler com ela. Ela nem quer sair mais do estande, já brincou, leu e jogou”, comentou Sara.
Durante toda esta segunda-feira, 30, os visitantes do estande participaram de contação de histórias, performance e jogos didáticos. Conheceram, também, o baú das histórias, que vai visitando várias escolas de ensino infantil que ainda não possuem bibliotecas.
“O público-alvo do nosso estande é o infantil. Nosso objetivo é estimular a prática da leitura, desde cedo. Por isso fazemos jogos didáticos de alfabetização para trabalhar a mente da criança e desenvolver a leitura, a intimidade com as letras. As crianças são o presente e o futuro e uma boa educação é fundamental”, disse a técnica em Educação da Semec, Madalena Corrêa.
A pequena Letícia Menezes, de 4 anos, ficou encantada em ver tantos livros e logo chamou a mãe para contar histórias para ela. “A Letícia adora histórias, desde quando ela era bebê leio livros, isso ajuda no crescimento e desenvolve até a fala da criança. O estande está de parabéns”, elogiou a publicitária Amanda Menezes, mãe da Letícia.
Nesta terça-feira, 31, o estande vai receber alunos das Escolas Municipais Parque Amazônia, Anna Barreau e Manuela de Freitas.
No dia 03 de junho, Às 19h, será lançado o livro que conta a história de Belém, desde a fundação até a construção dos arranha-céus. A produção recebeu o nome de “Minha Belém: 400 anos” e faz parte do projeto Conheça seu Município, da Secretaria Municipal de Educação.
A XX Feira Pan-Amazônica do Livro funciona das 10h às 22h, até o próximo domingo, 05 de junho, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia.

Texto: Priscylla Gester
Foto: Alessandra Serrão - NID/Comus
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)


Merendeiros se preparam para última fase da I Mostra Gastronômica, promovida pela Prefeitura


No próximo sábado, 11, no Parque Shopping, localizado na Augusto Montenegro,  ocorrerá a última etapa da I Mostra Gastronômica “Melhores receitas da alimentação escolar”, das 19h às 21h. Os cinco finalistas da competição terão que preparar as receitas inscritas para sete jurados degustarem e escolher a vencedora.
A I Mostra é realizada pela Prefeitura Municipal de Belém e tem o objetivo de incentivar a criatividade dos manipuladores de alimentos da rede municipal de ensino na promoção de uma alimentação saudável. Cerca de 800 merendeiros da rede puderam se inscrever até o último dia 16. Os participantes passaram pela fase da Habilitação, quando foi exigida a apresentação de documentações e a Ficha Técnica de Preparação.
Nesta etapa foram selecionados os cinco finalistas: Elizângela Macedo, com o prato “Filé de Peixe à Moda Belém”; Sérgio do Vale Trindade, com “Esconde Esconde”; Rosiete de Oliveira, com “Remanso de Peixe do Combu”; Ivaneide da Costa, com “Frango Paraense com Abobora e Feijão Verde”; e Berenice da Costa, com “Chapa Mista Paraense”. Os finalistas foram convidados para uma reunião na terça-feira, 24, na Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (FMAE).
No encontro, a equipe da FMAE orientou os participantes para a fase final. “A finalidade desta reunião foi de orientá-los para que estejam aptos no momento da execução da receita, principalmente por ser em um lugar novo para eles. Diante disso, precisam estar preparados para que este espaço possa dar todas as condições de que eles necessitam”, ressaltou a nutricionista da FMAE Carmem Brandão.  
A finalista Berenice da Costa, de 46 anos, é merendeira há dois anos na Unidade de Educação Infantil Santo Agostinho, na Terra Firme, e está muito confiante para a preparação de sua “Chapa Mista Paraense”. “Desde quando pensei nessa receita comecei a treinar. Já testei com os alunos e eles adoraram. Percebi que não separaram os legumes e nem o jambu que coloquei no prato. Para mim, isso mostra uma ótima aceitação, até porque não é fácil fazer essas crianças comerem legumes e verduras”, disse a participante.
Para a eleição da melhor receita, a última etapa será decidida por uma Comissão Julgadora formada por um integrante do Conselho de Alimentação Escolar de Belém, um professor da rede municipal de ensino, um representante da Secretaria Municipal de Educação (Semec), dois alunos da rede e dois chefes de cozinha renomados.
Os jurados avaliarão aspectos como palatabilidade, que é a harmonia entre sabores e ingredientes; aceitação da preparação; digestibilidade; e apresentação do prato. Em caso de empate, caberá aos dois representantes dos alunos decidirem pela melhor receita.
Premiações – A I Mostra Gastronômica “Melhores receitas da alimentação escolar” garante premiação aos cinco primeiros colocados, que foram aprovados para Etapa de Preparação e Degustação. Além do certificado de participação, eles receberão kits para manipuladores de alimentos personalizados para a I Mostra Gastronômica.
Para os três primeiros aprovados na Etapa de Preparação e Degustação, além das premiações das etapas anteriores, será atribuída a seguinte premiação:  R$ 1.500 para o primeiro colocado;  R$ 1 mil para o segundo colocado; e R$ 500 para o terceiro colocado.
As cinco unidades de educação que tiverem os manipuladores classificados para a Etapa de Preparação e Degustação receberão placas alusivas à Mostra Gastronômica com a seguinte mensagem: “A melhor receita da alimentação escolar do município de Belém está aqui”.
Texto: Andreza Carvalho
Foto: João Gomes / COMUS
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)