segunda-feira, 13 de abril de 2015

Programação azul informa e esclarece sobre o espectro do autismo








“Eu só fui perceber que o meu filho tinha algo diferente quando ele tinha 3 anos e eu só fui saber o que era o autismo, no mesmo ano, quando tinha 39. Até então, a falta de informação era muito grande, mesmo eu buscando me informar sobre vários assuntos. E por ele não apresentar nenhuma deficiência visível, é mais difícil ainda para as pessoas perceberem que ele tem uma deficiência.”, este é o depoimento de Lucivaldo Souza, pai de Eric Lucke, de 9 anos, com autismo.
Lucivaldo faz parte de um universo de famílias que têm pessoas com o espectro do autismo ou que conhecem alguém com a deficiência. E para conscientizar a sociedade para a causa e celebrar os direitos conquistados, uma caminhada realizada na manhã deste domingo,12, na Praça Batista Campos, lembrou o Dia do Autismo, ocorrido no último dia 2 de abril . Na oportunidade, as várias entidades que atendem a esse público estiveram presentes com a exposição de trabalhos que são desenvolvidos com crianças, jovens e adultos.
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento. A cor azul simboliza a consciência para o 2 de abril em relação ao autismo, em todo o mundo.
Alunos atendidos pelo Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes, vinculado à Secretaria Municipal de Educação estiveram presentes e participaram da caminhada. Atualmente, 154 alunos atendidos pelo centro são diagnosticados com a deficiência.  
Os estudantes frequentam as aulas regulares desde as turmas iniciais até a Educação de Jovens e Adultos e duas a três vezes por semana recebem o Atendimento Educacional Especializado nas salas de recursos multifuncionais com fonoaudiólogos, psicopedagogos e outros profissionais, a fim de aprimorar suas habilidades, respeitando sempre o limite individual.
Um desses exemplos é Abraão Briaca, de cinco anos. Ele estuda na Unidade Pedagógica Honorato Filgueiras e recebe o AEE na sala de recursos da escola municipal Rotary. Para sua mãe, a professora da rede municipal e estadual, Daniela Briaca, muitos avanços já foram alcançados em relação à pessoa com autismo. O fato de as famílias não mais esconderem seus filhos com a deficiência dentro da casa, em um quarto e procurarem ajuda já é um sinal de que a sociedade está mais aberta para o caso e oferecendo atendimentos específicos.
“É importante que a criança com autismo esteja incluída. Eu acredito que com isso ele pode ter um futuro de possibilidades. Tem que acreditar, tem que ter fé. Depois que ele passou a frequentar a escola percebo que ele está evoluindo”, afirmou Daniela.
Para a coordenadora do Crie, Denise Costa, o evento é importante não apenas para divulgar os serviços que o Centro oferece, mas também para promover a inclusão. “A importância de nós estarmos aqui hoje é justamente, para mais uma vez, realizar a integração entre o Centro e as famílias. Nós do Crie já buscamos essa interação por meio do Programa do Transtorno do Espectro do Autismo, o Proteia, que é justamente a aproximação entre a família e a comunidade escolar, pois ambos são importantes para o desenvolvimento do aluno”, finalizou.   
Texto: Aline Saavedra
Foto: Tássia Barros - Comus 
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)


Alunos do projeto Talentos Paralímpicos conquistam medalhas em festival estadual






A manhã deste sábado, 11, foi de vitória para a inclusão, com direito a torcida, estreia com pé direito e acima de tudo, de superação. Isso porque cinco alunos com deficiência atendidos pelo Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (Crie), vinculado à Secretaria Municipal de Educação, que participam do projeto Talentos Paralímpicos, do Crie,  participaram do Festival Paraense Mirim e Menores de atletismo e conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze. A disputa foi realizada na pista de atletismo da Universidade do Estado do Pará (Uepa), campus III. O festival faz parte do calendário de atividades da Federação Paraense de Atletismo.
Os estudantes competiram nas provas de 75, 250 metros e arremesso de peso, na categoria especial. Aline Batista (deficiência intelectual moderada) disputou a prova de 75 metros e conquistou a medalha de ouro; os irmãos com paralisia cerebral Adriana e André Santos conquistaram as medalhas de prata na provas de 75 metros e André, em sua estreia em competições  ainda ganhou o ouro no arremesso de peso. Bruno Costa (nanismo) ganhou a medalha de bronze nos 75 metros e competindo com atletas sem deficiência conquistou o ouro na prova de arremesso de peso. Elias Nascimento (deficiência intelectual leve) conquistou a medalha de prata nos 250 metros.
Para a mãe de Bruno, Socorro Brito, os primeiros anos de vida do filho foram difíceis por conta do preconceito. Com o tempo, o tratamento dado ao filho foi melhorando aos poucos e hoje ela afirma que pelo fato de Bruno participar do projeto e ser um atleta, o comportamento das pessoas está sendo outro: o de colaborar com o seu desenvolvimento.
“Antigamente as pessoas tinham muito preconceito, eu mesmo tive dificuldades. As crianças falavam mal dele. Hoje, as outras crianças o ajudam, ensinam ele, já tem todo um respeito”, afirmou Socorro. E quanto à conquista do filho, a mãe emocionada não esconde a felicidade. “Eu me sinto muito feliz e agradeço muito a Deus por ele ter conseguido. Quando nós chegamos lá, as outras pessoas falaram que ele era muito pequeno e que não ia conseguir, e ele conseguiu”, concluiu.
Esta não é a primeira vez que os alunos do projeto sobem ao pódio. Em agosto do ano passado onze  deles participaram dos VII Jogos Paralímpicos Escolares do Pará, realizados no Estádio Olímpico do Pará. O resultado dos alunos na disputa resultou em um total de 13 medalhas, sendo 11 de ouro, uma de prata e uma de bronze. Para Bruno, tanto as histórias de superação quanto o número de medalhas não vão parar de crescer. “Eu estou feliz. Ganhei mais uma medalha e hoje tive até torcida. Agora já são cinco. Quero mais”, disse.
O projeto Talentos Paralímpicos tem o objetivo de favorecer a inclusão educacional através do esporte. A equipe, composta pelos fisioterapeutas Paulo Douglas Andrade e Lídia Gonçalves, e pelo professor de Educação Física Wesllem Lisboa, atua avaliando os alunos, dividindo as escolas por distritos e analisando aqueles que possuem maior potencial. Além do atendimento esportivo, oferecido duas vezes na semana no Campus III da Uepa, os alunos também participam de atividades físicas e recreativas dentro das escolas.
“O projeto está sendo muito positivo. Com as poucas crianças que a gente tem  nós já conseguimos bons resultados em termos de inclusão e participação em outras atividades na escola. Creio que o projeto ainda esteja engatinhando, mas já é possível perceber que estamos no caminho certo”, avalia o coordenador Paulo Douglas Andrade. 
Texto: Aline Saavedra
Foto: Ascom Semec 
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)

Projovem Urbano prorroga inscrições até 25 de maio


O programa Projovem Urbano do governo federal em parceria com a Prefeitura de Belém foi prorrogado. Os que tiverem interesse podem realizar sua matrícula até o dia 25 de maio nas escolas conveniadas. O objetivo do programa é elevar a escolaridade integrada à qualificação profissional de jovens, na faixa etária de 18 a 29 anos, que saibam ler e escrever e que ainda não tenham concluído o ensino fundamental.
O perfil dos alunos geralmente é de jovens que abandonaram os estudos muito cedo por conta de trabalho, ou meninas que engravidaram precocemente.
São muitas histórias de vida que permeiam os 18 meses de curso da primeira turma do programa, que irá finalizar suas atividades no final do mês de abril. As dificuldades enfrentadas não desanimaram a estudante do bairro Pratinha II, Natália Regina Pinheiro, 26 anos. Ela está regularmente matriculada na Escola Municipal Alda Eutrópio de Souza e fala com satisfação sobre o programa Projovem. “Engravidei ainda na adolescência, com apenas 15 anos. Hoje tenho três filhos, sou mãe solteira, o que dificultou dar continuidade aos estudos. Mas não desisti. Através de uma amiga fiquei sabendo do curso e corri para fazer minha inscrição. Fui uma das primeiras alunas, a minha vontade de voltar a estudar era tão grande que agarrei essa oportunidade com as duas mãos para não escapar. O apoio dos professores foi incondicional, me fez seguir em frente. Posso dizer que sou uma nova mulher e pretendo continuar estudando para me tornar uma grande advogada”, declara a jovem.
A qualificação profissional que o curso oferece foi um dos motivos que incentivaram a estudante do bairro Cordeiro de Farias, Pamela Pantoja da Silva, 25 anos, a ingressar no programa. “Eu estava passando pela escola e vi o cartaz do Projovem. Como não tinha Identidade e era uma das exigências para fazer o cadastro, aproveitei e fui tirar a 2º via no mesmo dia. Muitos amigos e até mesmo a minha família não acreditavam que esse curso fosse registrado pelo Ministério da Educação. Mas eu acreditei no meu sonho e vi nessa oportunidade a chance que esperei por tanto tempo. Hoje, tenho plena certeza que o aprendizado é nosso maior tesouro. O Projovem abriu essa porta pra mim, me fez pensar que quando se quer algo de verdade não existem barreiras. Com o término do curso, já me encaminho para outro, o Proeja, voltado para a conclusão do ensino médio. A jornada é longa e a minha perseverança é enorme, quero muito mais, a minha meta é o vestibular de medicina”, ressalta.
O programa Projovem, além de oferecer a conclusão do ensino fundamental, a participação cidadã e a qualificação profissional, através de serviços pessoais como maquiagem, depilação, entre outros, proporciona também para as alunas uma sala de acolhimento para seus filhos, com duas educadoras que auxiliam no aprendizado das crianças.
“Queria voltar a estudar, mas não tinha com quem deixar meu filho. Com a sala de acolhimento tudo ficou mais fácil. Trazer minha filha para escola foi um dos fatores que não me deixaram desistir. A minha vida sempre foi de trabalho árduo, comecei muito cedo, aos 13 anos. Passei  um ano desempregada, sem ter dinheiro para passagem de ônibus e sem ter uma qualificação profissional, foi uma época bem difícil. O Projovem esta sendo a realização de um sonho, mostra que posso ir muito além. Como já possuo um pequeno comércio, quero seguir a carreira de Administração”, exalta a estudante Antônia Santana Ferreira, 26 anos.
Para a assistente pedagógica do Projovem Urbano, Cecília Malcher, o curso foi muito além do âmbito escolar. “A equipe do Projovem está à disposição dos alunos. Nós criamos aqui vínculos de amizade, não queremos perder o contato. Tenho conhecimento das dificuldades, sei que levar o curso até o final foi um grande desafio, mas agora cada um irá receber a recompensa”, enfatiza.
A educadora Cristiane Araújo falou que o diferencial do programa é a união de toda a equipe. “Hoje temos um troféu, nós estamos na reta final para a formação de jovens, essa conquista não tem preço. Conheci pessoas que entraram no curso e não acreditavam no seu potencial. Desenvolvemos um trabalho sério e formamos novas pessoas, com um olhar diferente para o mundo. São verdadeiros exemplos de superação”, emociona-se. 
Serviço:
Programa Projovem Urbano. Inscrições até 25 de maio. Documentos necessários: RG, CPF, comprovante de residência e histórico escolar ou ressalva. Mais informações pelo telefone 3219 3521.
 Texto: Roberta Gelak
Foto: Uchôa Silva/Comus 
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)

 



Projeto Horta chega às casas dos alunos da rede municipal








Leandro, 5 anos e Felipe, 7 anos, alunos da Escola Municipal Pedro Demo, em Outeiro, sempre separaram no canto do prato os legumes e a verduras até que, segundo sua mãe, Elaine Farias, essa realidade mudou quando chegaram em casa com a ideia de construir uma horta domiciliar igual a da escola. Hoje a mãe alegra-se com o fato de ver os dois filhos consumindo uma alimentação saudável.
 “A gente teve uma aula na horta da escola que foi muito legal, porque a gente colheu couve e jerimum. E depois comemos na merenda. Então, eu pedi pra minha mãe pra eu e o meu irmão cuidarmos de uma horta na nossa casa e depois almoçarmos o que tem nela”, conta Felipe entusiasmado com a horta da família.
Esse entusiasmo é resultado do Projeto Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia, desenvolvido pela Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (Fmae), que ultrapassou os muros das escolas e chegou às residências dos alunos da rede.
“De repente os meninos chegaram aqui me pedindo que fizéssemos uma horta. Eu achei legal e fui até a escola e me informei como eu poderia construir uma na minha casa. Então, meu marido , os meninos e eu construímos um canteiro com couve, alface, cheiro verde, cebolinha e jerimum”, conta a mãe empolgada, também, com o fato de que a iniciativa contribuiu , inclusive, na melhoraria do orçamento familiar, pois os itens cultivados em casa, sem agrotóxicos, saíram da lista da feira do fim de semana.
O Projeto Horta objetiva intervir na cultura alimentar e nutricional dos estudantes com base no entendimento de que é possível promover a educação de crianças e comunidades no entorno das escolas por meio das hortas, incorporando a alimentação nutritiva, saudável e ambientalmente sustentável à prática pedagógica.
De acordo com a diretora da escola Pedro Demo, Alba Freitas, “as crianças abraçaram o projeto muito bem, e a rejeição das hortaliças e verduras na merenda diminuiu consideravelmente. O resultado disso são essas mesmas crianças levando o conhecimento adquirido pra casa. Elas cobram uma horta em casa aos pais”.
Vinte e cinco escolas da rede municipal de ensino participam do Projeto Horta e segundo o relatório socioeconômico realizado em 2014 pelo departamento de assistência da Fmae, o projeto já estimulou a criação de aproximadamente 48 hortas domiciliares.
“O Projeto Horta tem como uma de suas finalidades levar a comunidade escolar e família dos alunos a incluírem bons hábitos alimentares à sociedade. Na região Norte o consumo de verduras é baixo. Por isso a prefeitura, por meio da Fmae,acredita e estimula através da alimentação escolar o consumo de alimentos saudáveis e sem produtos químicos, como os cultivados em casa”, afirmou Walmir Moraes, presidente da Fmae.

As frutas, legumes e verduras da alimentação dos 73.000 alunos das escolas municipais são livres de agrotóxicos e cultivados em ambiente familiar. Dos recursos financeiros repassados pelo FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), no mínimo 30%  são utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar. Belém já utiliza 39% dos recursos repassados.
Texto: Jolse Quinto
Foto: Tássia Barros - Comus 
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)

Alunos de escolas públicas viajam para Portugal em intercâmbio cultural




Seis alunos de escolas públicas municipais vão viajar para Portugal no fim do mês de maio para participar de um intercâmbio cultural, por meio do projeto Conheça o Seu Munícipio, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (Semec). A Prefeitura Municipal de Belém é que viabiliza a viagem, em parceria com a Casa de Estudos Luso-Amazônicos - Cela/UFPA.
A comitiva belenense é formada por alunos das escolas Honorato Filgueiras (Jurunas), Edson Luís (Guamá), República de Portugal (Marambaia) e Liceu Mestre Raimundo Cardoso (Icoaraci), além de um professor por escola, um coordenador da Cela e um coordenador do Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismub)..
O embarque da comitiva acontece no dia 30 de maio, com retorno no dia 14 de junho. Nestes dias, os alunos irão conhecer a cidade de Bragança, visitar os pontos turísticos e as escolas públicas da cidade, além de aprender mais sobre os hábitos, educação, cultura e gastronomia local.
“É uma coisa espetacular. Pra mim, que gosto de estudar geografia, é uma oportunidade muito grande, por isso me interessei e estudei bastante para participar. Eu estou muito feliz e ansioso”, disse o aluno do 8º ano da Escola Honorato Filgueiras, Daniel Pinheiro Silva.
A cidade mais distante que o aluno já visitou foi Bragança, no nordeste do estado, junto com os estudantes portugueses, durante intercâmbio no Pará, realizado no mês de junho do ano passado. A visita fez parte do projeto que proporcionou a vinda de seis alunos, com idade entre 11 e 13 anos, e quatro professores-coordenadores da Escola Pública Miguel Torga, de Bragança, em Portugal, ao Pará, onde conheceram a realidade dos alunos nas escolas públicas de Belém e de algumas outras cidades do Estado.
Como forma de acolher as famílias e preparar os alunos para o que vão encontrar, o cônsul Português no Pará, Joaquim Rosário, se reuniu, no último dia 31, com representantes da Semec, alunos e pais dos alunos para falar sobre o país que os estudantes irão conhecer.
“A cidade de Bragança tem muitas particularidades. É treze vezes menor que o Estado do Pará e é uma terra fria, que tem mais de mil anos de história e, portanto, possui muitas coisas para explorar”, disse o cônsul.
Para os pais dos alunos, a oportunidade é única e irá acrescentar conhecimentos à vida pessoal, estudantil e profissional dos filhos. “É muito gratificante. Eu me sinto orgulhosa em saber que ele vai fazer essa viagem e aprender coisas novas. Eu não tive muitas oportunidades, mas faço de tudo para que ele possa ter. É importante para que ele tenha um futuro melhor. Agradeço a cada um que fez com que essa porta se abrisse”, disse, emocionada, a mãe do aluno, Silvia Pinheira.
Através deste projeto os alunos terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre educação patrimonial e cultural de cidades homônimas entre o Estado do Pará e Portugal, como Bragança, Viseu, Alenquer, Óbidos, entre outras.
A Secretária Municipal de Educação, Rosinéli Salame, fala da importância de os alunos paraenses conhecerem melhor a história de Portugal e o quanto aquele país influenciou o nosso Estado. “O fato de termos cidades no Pará homônimas as de Portugal mostra que os dois países guardam semelhanças e aproximações históricas e culturais”. 

Texto: Aline Saavedra
Foto: Ascom Semec 
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Portadores de autismo recebem apoio especializado da Prefeitura de Belém




Há dezessete anos, Raimunda da Fonseca procurou um diagnóstico que a ajudasse a compreender as dificuldades  que afligiam o filho Ayron. Nos primeiros meses de vida, o desenvolvimento de Ayron foi igual ao dos outros bebês, mas aos dois anos o menino começou a apresentar comportamentos peculiares.

“Estranhei porque o tempo passava e ele não aprendia a falar. Ele também parecia não interagir com as pessoas, mas o que mais me alertou a procurar ajuda foi a questão da fala. Ele era meu primeiro filho. Eu não sabia direito o que era certo ou errado no desenvolvimento dele”, conta a mãe.

Depois de várias consultas médicas com diversos profissionais, dona Raimunda recebeu o resultado. Ayron foi diagnosticado com Transtorno do Espectro do Autismo, em grau grave, com comprometimento da fala, da inteligência e dificuldade em manter contato interpessoal.

“Eu não sabia nada sobre a doença. Lembro que na época o pai dele procurou saber com outras famílias que também tinham filhos autistas. Foi difícil saber que meu filho ficaria pra sempre daquele jeito. Chorei muito, mas fui me adaptando” relembra dona Raimunda.

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por pelo menos três características fundamentais: incapacidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se e um padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

No caso de Ayron, a mãe relata algumas atitudes do filho que foram melhorando ao longo dos anos de tratamento. “Ele não ficava quieto por três minutos. Sentava e levantava o tempo todo e ficava girando. Fazia isso várias vezes sem cansar. O Ayron foi mudando aos poucos o comportamento. Ele continua muito agitado, mas antes era pior”, avalia a mãe. “O Ayron gosta de guardar as coisas. Ele sabe organizar tudo. Abre e fecha as portas dos armários de casa várias vezes. Se alguém fecha qualquer porta ele fica com raiva. Parece que ouvir o  barulho várias vezes faz bem pra ele”, conta.    

Segundo especialistas, os sintomas do autismo podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.

Pesquisador da área há oito anos, o psicólogo João Paulo Nobre, reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce da doença. “Quanto mais precoce a intervenção, menos prejuízos. É importante que tudo coopere, por exemplo: a idade, a qualidade no atendimento especializado, a adesão por parte da família”, ressalta o especialista.

O diagnóstico do espectro do autismo é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

O tratamento para este distúrbio crônico deve ser introduzido tão logo seja feito o diagnóstico. Existem inúmeras terapias que prometem um bom resultado. O espectro do autismo abrange pessoas que não conseguem falar, aos dotados de habilidades geniais. A aplicação do esquema de tratamento deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar geralmente composta por especialistas em fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e fisioterapia. Além de psiquiatras e neuropediatras familiarizados com o problema.

“Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado para todos os pacientes. Cada quadro exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. O foco é no principal prejuízo que a pessoa apresenta. É necessário criar uma comunicação de maneira funcional. Fazer com que a pessoa consiga expressar o que ela precisa”, explica o psicólogo João Paulo Nobre.

As manifestações mais graves do autismo exigem muito cuidado. Muitos familiares chegam ao desespero. Todos passam a viver em função da criança, em tempo integral. “Quanto mais grave o quadro de autismo, mais prejuízos para a família toda. Tudo muda. Muitas famílias se desestruturam totalmente. No final, todos precisam de acompanhamento”, reforça João Paulo Nobre.

O autismo modificou radicalmente a rotina da família de dona Raimunda. Após o nascimento do segundo filho, Matheus, de 12 anos, houve mais mudanças. “Deixei de trabalhar. Não tinha como ficar fora de casa. Quem ia cuidar dele? Hoje tenho uma fonte de renda, mas nada oficial. Meu segundo filho se acostumou com ele, mas de vez em quando se irrita com o irmão. Hoje eles conseguem brincar. Isso é uma vitória pra mim”, conta a mãe.

A dona de casa também compartilhou os momentos mais difíceis da convivência diária em família. “Saber que meu filho nunca me chamaria de mãe era muito triste. Digo que só consegui superar esse trauma com o nascimento do Matheus porque pude ouvir alguém me chamar de mãe”, relata.

Nesta quinta-feira, 02, é lembrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A Prefeitura de Belém oferece atendimento aos portadores do transtorno de desenvolvimento e suas famílias, em três esferas municipais: saúde, educação e assistência social. Desde 2012, uma Lei federal determina que o transtorno receba o mesmo atendimento destinado a pessoas com outros tipos de deficiência. De acordo com o Censo de 2010 realizado pelo IBGE, 15.679 pessoas possuem deficiência mental ou intelectual em Belém, o que inclui pessoas com autismo.

No bairro da Cremação, em Belém, o Centro-Dia de Referência, uma unidade do Sistema Único de Assistência Social que oferta o Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência e suas Famílias, oferece atendimento gratuito para pessoas com o transtorno. O espaço, que existe desde 2013, é mantido pela Prefeitura de Belém e gerenciado pela Fundação Papa João XXIII (Funpapa).

Um dos principais objetivos do espaço é oferecer atendimento para o autista na fase adulta. “Hoje, a grande maioria dos autistas adultos não teve atendimento na infância por falta de informação sobre o transtorno. Essas pessoas cresceram com muitos prejuízos e é isso que tentamos amenizar da vida delas e das famílias também”, explicou Vanessa Furtado, terapeuta ocupacional e coordenadora do Centro-Dia de Referência.

Assistência Social:

No Centro-Dia, os assistidos na fase adulta realizam uma lista de atividades organizadas com o objetivo de dar o mínimo de independência ensinando as tarefas simples do dia a dia. Usuários a partir dos 18 anos recebem apoio de um técnico de referência em atividades cotidianas como arrumar-se, vestir-se, comer, fazer higiene pessoal, locomover-se, além de auxílio para o desenvolvimento pessoal e social, que lhes garanta viver da forma mais autônoma possível.

Também são prestados orientação e apoio, inclusive no domicílio, aos cuidadores da própria família, incentivando a autonomia da pessoa com deficiência e do seu cuidador familiar. Além das visitas e atendimentos domiciliares, o espaço oferece atendimento individualizado, acolhimento, e avaliação psicossocial e funcional.

Educação:

Em Belém, 154 alunos, da educação infantil e do ensino fundamental, com o Transtorno do Espectro do Autismo estão matriculados em escolas públicas e são atendidos pelo Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes, que faz parte da Secretaria Municipal de Educação.

O Crie atende exclusivamente os estudantes com deficiência e oferece o Atendimento Educacional Especializado, além de possuir todos os instrumentos necessários e uma equipe multiprofissional, composta por psicopedagogos, pedagogos, assistentes sociais, entre outros, que garantem ao aluno um melhor desenvolvimento, observando a limitação de cada um.

O Espectro do Autismo apresenta graus diferenciados, como do mais leve ao mais severo. E, para estimular a participação dos alunos dentro da escola e no currículo escolar, atividades recreativas, lúdicas e artísticas são realizadas nos espaços amplos da escola, como por exemplo, nas quadras escolares. Outro atendimento diferenciado oferecido aos autistas e suas famílias é o acompanhamento familiar.

“O atendimento a alunos com o Espectro do Autismo deve ser visto de maneira diferenciada. Nestes casos, a metodologia utilizada deverá ser composta de atividades recreativas, lúdicas, artísticas e até mesmo esportivas, com a prática da natação. Tudo para que a criança descubra o seu potencial. E nós, do Crie, também possuímos um diferencial ao fazer o acompanhamento familiar dos alunos através das visitas domiciliares, onde o objetivo é saber como eles se comportam dentro de casa e fortalecer a parceria entre a escola e a família”, enfatizou a coordenadora do Crie, Denise Costa.

Saúde:

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), dispõe atendimento nas Unidades Municipais de Saúde, acompanhadas pelas equipes Estratégia Saúde da Família (ESF) e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf).

Já rede de atenção especializada municipal à pessoa com deficiência intelectual, compõe-se nas Casas Especializadas (Casa Recriar e Centro de Atenção Psicossocial Infantil – Caps I) e na Rede Conveniada (Clinica Saber, CER II-Centro de Saúde do Marco/Uepa, Apae Belém e  Hospital Universitário Bettina Ferro de Sousa, através do Projeto Caminhar.

De acordo com Andrea Baker, coordenadora da Referência Técnica da Pessoa com Deficiência da Sesma, as unidades de saúde estão de portas abertas para o atendimento inicial e, quando há a necessidade, o paciente é encaminhado para o atendimento especializado via regulação da Sesma.

“Nossa rede especializada possui espaço terapêutico, que conta com o serviço de uma equipe multiprofissional em reabilitação, tais como terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, assistente social, psicólogo, médicos, dentre outros para proporcionar um atendimento digno e que realmente tenha resultados na vida da pessoa com deficiência intelectual”, explica Andrea.

A Sesma também tem investido na capacitação de servidores para o atendimento à pessoa com autismo. “A proposta é capacitar a rede de atenção primária e especializada a fim de atender da melhor forma as pessoas com autismo que procuram o serviço de saúde municipal. Estamos também elaborando o plano de ação da rede de cuidado da pessoa com deficiência, em fase de criação do grupo condutor municipal e a formulação do desenho do fluxo de atendimento da pessoa com deficiência, que inclui a pessoa com autismo”, ressalta a coordenadora.

Para dona Raimunda, a história do filho é considerada uma vitória no diagnóstico e tratamento precoce do autismo. “Hoje o Ayron é atendido em vários lugares por muitos profissionais. Ele faz natação, terapia ocupacional, frequenta uma escola especial, faz tratamento com fonoaudiólogo, e outras atividades. Busquei dar a ele essa autonomia. O laudo médico da doença do meu filho assusta, mas se hoje ele tem um bom comportamento é graças ao atendimento especializado”, comemora a mãe.

No próximo dia 12 de abril, órgãos municipais ligados ao atendimento de pessoas com autismo se reúnem em uma ação a Praça Batista Campos realizada pela Organização Não Governamental Amora (Atenção Multidisciplinar ,Orientação e Respeito para o Autismo). O evento inicia às 9h. 

 

Texto: Denise Soares
Foto: Arquivo-Agência Belém
Fundação Papa João XXIII (FUNPAPA)

 

Pais e alunos da Educação Infantil se confraternizam em festa de Páscoa









 
 
Chocolates, teatro e muitas brincadeiras animaram os alunos da Unidade de Ensino Infantil (UEI) São Gaspar, localizada no bairro Parque Verde. A Páscoa começou cedo para os pais e crianças da UEI que atende cerca de 125 alunos em tempo integral e que na manhã desta quarta-feira, 01, realizou sua festa  com brindes e atividades que envolveram até quem passava por ali. 
Nas salas de aula, professores contavam histórias bíblicas através de encenações teatrais realizadas pelas próprias crianças. Pinturas, desenhos, música, dança e até vídeos foram apresentados, tornando a manhã criativa e única para cada um que saiu com a sua lembrança da páscoa na mão. Além de chocolates, as crianças receberam kits lanche e kits higiênicos.
O objetivo da ação foi ensinar o verdadeiro significado da Páscoa e o seu valor para os católicos. “Pretendemos mostrar aos nossos alunos da Educação Infantil os ensinamentos de Jesus Cristo e tudo o que ele nos deixou de bom. Com o propósito de despertar o interesse, a equipe pedagógica da UEI transmitiu, de forma lúdica, mensagens que possibilitaram a facilidade de ensino- aprendizagem sobre o renascimento de Cristo”, explicou a coordenadora da UEI São Gaspar, Lucinete Oliveira.
Para a professora do Jardim I, Severa Romana, a ideia principal é fazer cada criança vivenciar de maneira especial a Páscoa. “Queremos oferecer uma ceia às nossas crianças para que cada um possa participar e se sentir importante na história de Jesus Cristo, de maneira que possam compreender desde cedo a espiritualidade. O que é o verdadeiro sentido do feriado”, frisou.
Em clima de muita interatividade, os pais registravam cada momento de seus filhos. Para a mãe da aluna Sara Sousa, do Maternal II, este é um momento de pura descontração. “É um momento único repleto de emoção para cada pai aqui presente, pois é a oportunidade que temos de vê-los envolvidos no aprendizado”, disse emocionada, Andreia Sousa.
O evento foi encerrado com a apresentação  dos símbolos da Páscoa e seus respectivos significados, além do encerramento do projeto Vivendo e Aprendendo com o mundo animal”.
Sobre o Projeto
O projeto Vivendo e Aprendendo com o mundo animal foi incentivado pelo interesse das crianças por determinados animais durante a rotina na unidade.
O objetivo do projeto é mostrar aos alunos diversas espécies de animais e suas principais características em relação ao tamanho, hábitat, alimentação e tipo de pele. Desta forma, trabalha-se com os alunos a valorização e o respeito pela natureza, além de facilitar a identificação de cada animal no desenvolvimento da oralidade das crianças.
Linguagens oral, plástico-visual, sonoro-musical, cênica, gestual e corporal foram apresentadas no decorrer do projeto que ocorreu em salas de aula por meio de vídeos, roda de conversas e pinturas relacionadas ao mundo animal.
Texto: Natasha Albarado
Foto: Ascom Semec
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)

 

Plano Municipal de Educação será discutido em audiência pública




A prefeitura municipal de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realiza no dia 15 de abril, no auditório Ismael Nery,  do Centur, audiência pública para referendar o Plano Municipal de Educação (PME).

Após validação da população, o PME será encaminhado para aprovação na Câmara Municipal. O documento estabelece as diretrizes e metas a curto, médio e longo prazo, para o ensino no município.

“É de extrema importância que os representantes da sociedade e população estejam presentes na audiência. As opiniões e contribuições deles são fundamentais para que o Plano Municipal de Educação esteja representando os verdadeiros anseios da população de Belém”, enfatiza a titular da Semec, Rosinéli Salame.

Os municípios de todo o país têm até o dia 25 de junho para aprovar e encaminhar ao Ministério da Educação seus Planos de Educação, prazo estabelecido na Lei 13.005, sob pena de não serem contemplados com recursos e financiamentos por meio do Plano de Ações Articuladas- PAR. “O PME vai além de uma exigência legal, ele que vai balizar toda a educação do município de Belém”, ressalta a Secretária .

Uma das diretrizes do Plano é universalizar até 2016 a educação infantil na pré-escola para crianças de 4 e 5 anos de idade e ampliar a oferta da educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo 50% das crianças de até 3 anos até o final da vigência do Plano Municipal de Educação

O PME de Belém foi originado na Conferência Municipal de Educação, que aconteceu no ano de 2010. No entanto, teve que passar por adequações à luz do Plano Nacional de Educação, aprovado em junho de 2014. Este alinhamento foi realizado pela secretaria junto ao Conselho Municipal de Educação da capital.

 Texto: Andreza Carvalho
Foto: Arquivo - Agência Belém
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)

Alunos da rede municipal se preparam para a olimpíada nacional de Matemática



Encerra nesta terça-feira, 31, o prazo para as unidades de ensino inscreverem seus alunos à 11º edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). O objetivo do concurso é estimular o estudo da matemática nas escolas públicas e revelar talentos.  As inscrições podem ser realizadas no site  www.obmep.org.br.

A olimpíada é dividida em duas fases.No dia 2 de junho serão realizadas as provas da 1ª fase. Os participantes classificados farão a prova da 2ª fase no dia 12 de setembro, e os resultados serão divulgados no site da Obmep no dia 27 de novembro.

Atualmente, 34 escolas da rede municipal de ensino podem participar  de dois níveis do concurso: o primeiro para alunos do 6º e 7º ano e o segundo para  8º e 9º ano.

Os alunos já estão em ritmo de preparação, com muito estudo e exercícios. O professor Álvaro Aires Júnior, coordenador da Obmep na Escola Republica de Portugal, incentiva os alunos a trazerem novas medalhas. “Aqui na escola nos fazemos um trabalho conjunto com os quatro professores de matemática. Como não podemos parar o nosso conteúdo só para estudar para o concurso, nos adaptamos e trazemos para a sala de aula exercícios que exigem bastante raciocínio lógico e criatividade, o que é muito cobrado nas Olimpíadas. Paralelo a isso, procuramos estimular o aluno a estudar em casa e ir  em busca de mais conhecimento”, pontuou o professor.

No ano de 2014, os estudantes da rede municipal foram destaque  na Obmep. Um aluno foi ganhador de medalha de ouro e mais 12 estudantes ganharam medalhas de honra ao mérito.

Muitos estudantes enfrentam o aprendizado da matemática como um grande monstro durante toda a sua vida estudantil, porém outros enxergam na solução dos complexos cálculos uma enorme diversão.   Um desses alunos é o João Victor Lima da Silva, ganhador da medalha de ouro em 2014.  “Sinto muita emoção por ter ganhado essa olimpíada. Foi uma honra trazer essa medalha para a minha escola e para a cidade de Belém. Vou continuar estudando para trazer outras premiações”, declarou o aluno.

Reconhecimento

Os alunos do município que se destacaram na Obmep e em outros concursos, em 2014, foram homenageados pela prefeitura de Belém, em dezembro do ano passado. Os participantes ganharam placas comemorativas e tablets, como forma de parabenizar e estimular os estudantes.   

 

Texto: Andreza Carvalho
Foto: Arquivo-Agência Belém / Samdy Mendes/ Comus
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Agricultores são incentivados a produzir alimentos para a merenda escolar



A prefeitura de Belém por meio da Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (Fmae) e a Empresa de Assistência Técnica e Rural (Emater) reuniram nesta terça-feira, 25, na comunidade de Castanhal de Mari-Mari, em Mosqueiro, com os moradores da região insular para orientar sobre a produção agrícola que pode ser destinada a alimentação escolar. O objetivo é promover a geração de renda, fomentar o comércio local e possibilitar oportunidades de trabalho para os habitantes das ilhas de Belém.
Durante a reunião os produtores receberam explicações sobre  o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) que inclui os alimentos oriundos da agricultura familiar,  e sobre os recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que determina o mínimo de 30% para aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar, priorizando assentamentos de reforma agrária, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas. Os agricultores também conheceram  o procedimento necessário para que uma comunidade se habilite a participar do programa.
O Pnae garante a alimentação escolar dos alunos da educação básica em escolas públicas e filantrópicas. Seu objetivo é atender as necessidades nutricionais dos alunos para contribuir na aprendizagem e rendimento, bem como promover hábitos alimentares saudáveis.
Para o presidente da Fmae, Walmir Moraes, o programa é fundamental para o desenvolvimento econômico da região. “Por favorecer o comércio regional, o Pnae contribui para o crescimento econômico local e o combate à pobreza. Para quem adquire esses produtos, o resultado é mais qualidade na alimentação.Pretendemos regionalizar a alimentação da rede municipal de ensino, dando qualidade aos cardápios através da maior utilização das frutas regionais produzidas nas ilhas de Belém”, ressaltou.
A Emater entregou as Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar DAP/Pronaf que é o enquadramento do agricultor como pequeno produtor. Com esse documento os agricultores passam a ter acesso aos benefícios do governo federal, tais  como habitação rural, merenda escolar, aquisição de alimentos e Pronaf Agroindustrial, além de financiamentos com baixa taxa de juros e maiores prazos de pagamento.
Somente com a DAP os agricultores podem comercializar com as instituições responsáveis pela merenda escolar.
A iniciativa abriu para os agricultores familiares um vasto espaço de comercialização que não existia antes. “Comercializar e vender para as escolas é uma possibilidade que nós produtores não sabíamos que existia. Assim podemos incrementar a nossa renda e os alunos recebem uma alimentação mais gostosa e saudável porque nossos produtos são livres de agrotóxicos e a nossa produção fica mais valorizada”, afirmou Milton Pereira, agricultor da comunidade de Mari-Mari.
 
Texto: Jolse Quinto
Foto: João Gomes / COMUS
Secretaria Municipal de Educação (SEMEC)